Sim Companhia de Teatro
Catástrofe

Uma pesquisa sobre a solidão. O trabalho consiste em: uma atriz que, sozinha em cena, aprofunda a relação com o espaço e sua vazies. Uma pesquisa estética que busca, no estado performativo do intérprete, encontrar os pontos de convergência entre o que a atriz diz e os sentimentos do público. Apesar disso o processo não é exatamente o de identificação e “catarse”. Trata-se de uma interação silenciosa que coloca o público como integrante indireto do que está acontecendo. A atriz leva o acontecimento teatral a passear nos níveis mais profundos da ficção e ao mesmo tempo, a caminhar na estrada do real. Temos uma atriz em cena e não sabemos de quem é a dor nem com quem compartilhamos: com a atriz, com a personagem, ou apenas com nós mesmo.  
Uma mulher que passa os dias em casa. Ela é uma espécie de “Centro de Valorização da Vida” particular: atende pessoas que querem dar cabo de suas vidas. Está Sozinha, perdeu há muito um grande amor e acha que as tragédias pelo mundo (tempestades, terremotos, aquamotos) são culpa do seu afogamento emocional… E elas são. Sempre que abre os olhos começa a chover. Mas ela já se acostumou. Está aparentemente tranquila. Ela chora. Depois fala com a platéia. Recebeu uma ligação por engano e acha que pode ter conversado com o amor da sua vida. E espera que ele, Rubem, ligue de novo… ou que esteja na platéia ouvindo ela falar. “ Você já ouviu falar em tsunamis? A minha vida emocional começou assim… Ele disse adeus e foi um afogamento sem fim”.  
Sozinha, perdeu há muito um grande amor e acha que as tragédias pelo mundo são culpa do seu afogamento emocional… E elas são. Sempre que abre os olhos começa a chover. Mas ela já se acostumou. Ela chora. Depois fala com a platéia. Recebeu uma ligação por engano e acha que pode ter conversado com o amor da sua vida. Ela espera que ele, Rubem, ligue de novo … ou que esteja na platéia ouvindo ela falar. “Você já ouviu falar em tsunamis? A minha vida emocional começou assim… Ele disse adeus e foi um afogamento sem fim”.